Paula Belmonte quer esclarecimentos sobre licitação de merenda escolar
Após as suspeitas de irregularidade na licitação de compra de merenda, a deputada federal Paula Belmonte (Cidadania-DF) decidiu esclarecer o assunto. Em debate via internet, a parlamentar pediu maior diálogo junto a representantes da sociedade civil.
Na semana passada, Paula Belmonte solicitou a convocação de uma reunião entre a bancada do Distrito Federal no Congresso Nacional e o governador Ibaneis Rocha (MDB) para tratar da licitação polêmica. O pedido foi feito à coordenadora da bancada, deputada Flávia Arruda (PL-DF), que dentro do rodízio anual entre os parlamentares locais, assumiu a coordenação no início deste mês.
O debate da terça-feira (30/6) reuniu representantes do Conselho de Alimentação Escolar (CAE-DF) e da Associação de Pais e Alunos das Instituições de Ensino do Distrito Federal (Aspa). Para esses dirigentes, é preciso esclarecer pontos fundamentais da contratação, como o gasto total da merenda e os indicadores de qualidade.
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Paula lembrou que o modelo atual já sofreu questionamentos e demonstrou preocupação com uma possibilidade de corrupção. “Hoje 30% da alimentação das escolas é fornecida por agricultores locais, o que traz uma alimentação saudável, sem enlatados ou comida de baixa qualidade. Haveria um aumento de R$ 140 milhões nos custos se a terceirização ocorrer nesses moldes”, disse. “Nas penitenciárias, um dos locais onde mais existe corrupção é no fornecimento de alimentos”, ponderou.
O presidente do Conselho de Alimentação Escolar do Distrito Federal, Thiago Dias, disse que o assunto foi tratado superficialmente pelo governo antes de ser iniciado o certame. “Nós fomos pegos de surpresa com uma tentativa de licitação. O CAE não participou, ao contrário do que a lei diz, e não nos foi dada essa oportunidade”, relatou.
Uma qualidade superior na dieta dos estudantes deve ser a prioridade, segundo Alexandre Veloso, presidente da Associação de Pais e Alunos do Distrito Federal, que defende maior debate sobre o modelo a ser adotado.
“A Aspa já discute a qualidade da alimentação há muito tempo, desde quando não se fornecia carne in natura nas escolas, mas sim enlatados. A gente acha que é importante buscar a melhoria da merenda. A Aspa não é contra a terceirização, mas queremos uma merenda melhor. Se for de qualidade, fornecida de forma direta ou terceirizada, tudo bem”, opinou.
Com informações da assessoria de imprensa da deputada federal Paula Belmonte
